Logo
  • Saúde

    MP garante pensão a crianças nascidas com microcefalia ligada ao zika

    O governo federal editou nesta quarta-feira (4) Medida Provisória (MP) que assegura pensão especial por toda a vida para crianças vítimas de microcefalia decorrente do vírus Zika. O benefício será concedido apenas a quem nasceu entre 2015 e 2018 e cuja família receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio no valor de 1 salário-mínimo concedido a pessoas de baixa renda.
    Para obter a pensão, a pessoa que se enquadrar nos critérios deverá requerer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento vai envolver uma avaliação da condição da criança por meio de perícia médica, que examinará a relação entre a microcefalia e o vírus Zika.
    o total, 3,1 mil crianças se enquadram no universo potencial da pensão. Segundo o Ministério da Cidadania, o período foi estabelecido pelo fato desses terem sido os anos de pico da incidência da doença no país. O intuito é que a pensão possa servir como substituto do BPC, permitindo que os pais de crianças nessas condições possam trabalhar sem perder o apoio do Estado.
    Até então, para fazer jus ao BPC os pais deveriam estar na faixa de renda de até 25% do salário-mínimo. Se obtivessem um emprego, sairiam desta faixa e deixariam de receber o benefício. Com a MP, as pessoas hoje inscritas nesse auxílio e que atendem aos critérios estabelecidos no texto podem manter a pensão especial e procurar uma vaga no mercado sem o risco de ficar sem recurso.
    “A grande maioria das mães [de crianças com microcefalia] são pessoas muito pobres. Tiveram que parar porque crianças com esta síndrome exigem muito. Mas parando elas não teriam renda nenhuma. Essas mães passaram a ganhar o BPC, mas não podiam ter emprego porque se a renda delas aumentassem perderiam o direito ao benefício”, comentou o titular da pasta da Cidadania, Osmar Terra, em cerimônia de assinatura da MP no Palácio do Planalto.
    O ministro manifestou posição contrária a qualquer ampliação para além do previsto na redação original e justificou o benefício em um momento de dificuldade no orçamento do Executivo Federal pelo fato de, “neste caso”, o Estado ter “falhado”. “Que a MP seja específica para essas mães, para que pelo menos elas tenham a mudança”, disse.
    Na mesma linha, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que a MP não seja alterada no Congresso Nacional. Nesta hipótese, ameaçou fazer uso do seu poder de veto. “Peço a deputados e senadores que não alterem a MP. Não façam demagogia. Caso contrário, serei obrigado a vetar a Medida porque não posso incorrer em crime de responsabilidade e me submeter a processo de impedimento”, declarou Bolsonaro, durante a cerimônia.
    Em sua página em rede social, o presidente destacou que a medida atende a demanda das famílias das crianças com microcefalia decorrente do zika.
    Conquista
    A presidente da Associação Pais de Anjos da Bahia e líder da Frente Nacional na Luta pelos Direitos da Pessoa como a Síndrome Congênita do Zika, Ingrid Guimarães, ressaltou as dificuldades vividas pelas famílias com crianças nesta condição e manifestou esperar que a medida marque o começo de uma série de conquistas.
    “Desejo que esta conquista seja o início. Para cuidar das crianças tivemos que nos abster da nossa vida. Essa luta não é fácil. Desejamos que esta conquista não pare por aqui. Nós cidadãos ao pagar impostos ao Estado temos que ter a retribuição nos requisitos mínimos”, declarou.

    Girassol é símbolo de campanha para alertar sobre depressão

    Todas as manhãs o girassol parte em busca do sol, seguindo a luminosidade insistentemente, porque precisa dela para crescer e florescer. Mesmo quando o sol está escondido entre as nuvens, a flor gira persistente, apesar da dificuldade, em direção à luz. Em alusão a esse comportamento da natureza, o girassol foi escolhido como símbolo da campanha Na Direção da Vida – Depressão sem Tabu, iniciativa do movimento mundial Setembro Amarelo, que tem o objetivo de abrir o diálogo e alertar a sociedade sobre o tema.
    A campanha conduzida pela Upjohn, uma das divisões de um laboratório farmacêutico focada em doenças crônicas não transmissíveis, em parceria com a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) e participação do Centro de Valorização à Vida (CVV), trará ações digitais e de rua para combater os estigmas da depressão. O trabalho tem ainda o apoio de músicos, esportistas e influenciadores digitais que já passaram ou passam pelo problema, dividindo suas experiências.
    Os usuários de redes sociais serão convidados a postar o ícone do girassol para mostrar que estão dispostos a falar sobre o assunto #depressaosemtabu. Eles também poderão conhecer o site www.depressaosemtabu.com.br, que traz informações sobre o tema e orientações sobre a identificação de comportamentos de risco em pessoas próximas.
    Fora da internet, no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, um labirinto de dois mil girassóis, com 120 metros quadrados, será montado no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo. Quem percorrer o caminho do labirinto acompanhará a jornada do paciente com depressão, desde a dificuldade do diagnóstico até os desafios ao longo do tratamento, como o preconceito ou a sensação de inadequação. A instalação estará aberta das 9h às 18h, até o dia 14.
    “Queremos levar informação às pessoas. Quem visitar o local será convidado a deixar uma mensagem de coragem e apoio aos pacientes. Ao final, essas flores serão recolhidas e doadas para uma organização não governamental, que as transformará em buquês para serem distribuídos a pessoas que estão em tratamento”, explicou a neurologista da Upjohn Elizabeth Bilevicius.
    Depressão e suicídio
    Segundo Elizabeth, para tratar a depressão e evitar o suicídio, o primeiro passo é ver a depressão como uma doença que precisa ser tratada. “Precisamos criar uma atmosfera de confiança para o paciente se sentir à vontade para dizer que tem a doença e legitimar o que ele sente como sintoma de algo que pode ser tratado. Essa é uma forma de encorajar a busca por ajuda adequada, criando um entorno social mais empático e melhor informado para ajudar essa pessoa”, disse.
    De acordo com as informações da Upjohn, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e transtornos do humor. A depressão é o diagnóstico mais frequente, aparecendo em 36% das vítimas. O aumento dos casos entre os mais novos e com prevalência entre os homens faz da depressão a quarta maior causa de suicídio entre jovens no país. Outras doenças que podem ser tratadas, como o alcoolismo, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, também afetam esses pacientes e por isso afirma-se que o suicídio pode ser evitado na maioria das vezes.
    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com maior percentual de depressão na América Latina, chegando a 5,8% da população, o que corresponde a 12 milhões de brasileiros. A taxa é maior do que o valor global, que é de 4,4%. Igualmente maior do que em outros países, a taxa de suicídio entre adolescentes de 10 a 19 anos aumentou 24% de 2006 a 2015. A cada 46 minutos alguém tira a própria vida no Brasil.
    O psiquiatra Teng Chei Tung,  coordenador dos Serviços de Pronto-Socorro e Interconsultas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) e vice-coordenador da Comissão de Emergência Psiquiátrica da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explicou que a alta incidência entre os jovens está ligada à grande expectativa externa e interna de que eles se comportem como adultos, mesmo sem ter ainda as habilidades de um adulto, e à pressão de que o adolescente seja pleno, potente, competente e reconhecido.
    “Então ele faz as coisas, erra e se frustra. Nessas frustrações os jovens podem entrar na depressão. Os preconceitos são os mesmos e são agravados pela desinformação. Para o jovem existe a influência do pensamento de que a saúde mental é só uma questão social, existencial e psicológica”, afirmou.
    Teng disse que sentir tristeza é normal e que a frustração sempre traz alguma tristeza passageira, mas é preciso que as pessoas próximas fiquem atentas para perceber quando esse estado já se tornou uma depressão. Segundo ele, a tristeza é algo que gera introspecção, provoca reflexão e crescimento, mas o deprimido fica introspectivo por vários dias e semanas.
    “Um dos parâmetros é quando há sofrimento excessivo e quando começa a causar real prejuízo. Afeta as relações interpessoais, produtividade no trabalho, ou sofrimento individual, ou seja, a pessoa está sofrendo mais do que que precisaria naquela situação. Não é que não pode ter tristeza e emoção, mas isso não pode prejudicar a pessoa a ponto de afetá-la fisicamente”, destacou.
    Para Teng, a melhor forma de falar sobre a depressão é deixar claro que ela é uma doença que apresenta alterações biológicas e fisiológicas, envolvendo fatores genéticos e estruturais, o que significa que a pessoa nasce com a tendência de desenvolver o quadro depressivo. O tratamento inclui, principalmente, melhorar o estilo de vida. “Quem tem depressão precisa se equilibrar e cuidar da saúde, para não ter de novo a doença”, disse o médico.

    Municípios receberão R$ 44 milhões para equipar salas de vacinação

     Ministério da Saúde irá liberar nos próximos meses R$ 44,2 milhões para que municípios, com até 100 mil habitantes, possam adquirir câmaras frias e, com isso, ampliar, com segurança, a estrutura para armazenamento das vacinas e imunobiológicos. A medida foi pactuada nesta quinta-feira (29), em Brasília (DF), durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que é a instância de discussão e deliberação entre os governos federal, estaduais e municipais.
    Além do número de habitantes, o município precisa ter implantado o sistema de informação nominal do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Outro requisito é que a cidade ainda não esteja equipada com câmara refrigerada. A medida visa garantir a qualidade dos imunobiológicos ofertados à população e a execução da Política Nacional de Imunizações dentro do padrão de qualidade e segurança do Sistema Único de Saúde (SUS).
    “Entre as vantagens da câmara fria estão o controle real da temperatura e sua distribuição homogênea, o processamento dos dados que permite acompanhar qualquer alteração no equipamento e ainda a disponibilização de bateria, caso ocorra queda de energia. Com isso, é possível garantir a qualidade e a eficácia da vacina aplicada na população, além de evitar a perda desses insumos por conta das variações de temperatura”, explica o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Julio Croda.
    CRITÉRIOS SERÃO DEFINIDOS EM PORTARIA
    Todos os procedimentos e critérios para o repasse dos recursos financeiros serão divulgados em portaria que o Ministério da Saúde irá publicar em breve. A partir da data dessa publicação, os estados terão o prazo de 30 dias para indicar os municípios no Sistema de Propostas do Fundo Nacional de Saúde (SISPROFNS). Cada sala de imunização poderá ser beneficiada com apenas uma câmara refrigerada. A relação dos entes federativos habilitados será divulgada em portaria em até 60 dias a contar do último dia do prazo para apresentação das propostas. A equipe técnica do Ministério da Saúde fará o monitoramento e dará suporte aos municípios para as aquisições.
    Para definir o valor a ser repassado por município, o Ministério da Saúde terá como base o número da população infantil, menor de 9 anos, existentes nos municípios com até 100 mil habitantes. A distribuição será de no mínimo 10 e no máximo 160 câmaras por estado. Poderão ser adquiridos equipamentos de 400 (com capacidade para armazenar até 24 mil doses), 300 (até 13.500 doses) e 200 litros (até 9 mil doses).
    Os recursos serão liberados na modalidade fundo a fundo, em parcela única, pelo Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e/ou Municipais, por meio do Bloco de Investimento na Rede de Serviços Públicos de Saúde, no Grupo de Vigilância em Saúde.
    CÂMARAS FRIAS GARANTEM A QUALIDADE DAS VACINAS
    Até o momento da aplicação da vacina nos serviços de saúde, é necessário o cumprimento de normas que asseguram a qualidade do produto em suas várias etapas de manuseio, desde armazenagem, distribuição, transporte e manipulação.
    As câmaras frias integram a estrutura da Rede de Frio, que é o processo de recebimento, armazenamento, conservação, manipulação, distribuição e transporte de imunobiológicos do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

    Maranhão já registra 210 casos de calazar, e dados preocupam

    Foram registrados, este ano, no Maranhão, 210 casos da leishmaniose visceral (VL), conhecida, popularmente, como calazar, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Os dados preocupam a sociedade e entidades, como a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa-MA). A devastação do meio ambiente é apontada como o principal motivo para a proliferação da doença na capital e no interior maranhense.
    A O Estado, o médico veterinário Renan Nascimento Morais, presidente da Anclivepa, frisou que o calazar está diretamente relacionado à preservação ou destruição ambiental. Para ele, as estatísticas são muito maiores do que aquelas divulgadas. “Aqui, não existe um projeto-piloto para preservar as árvores nativas. Há sete tipos de árvores nativas que são repelentes do transmissor do calazar. Isso é muito sério. Não há saneamento básico na capital”, denunciou Renan Nascimento.
    “Com certeza, os dados são maiores. Eu trato a doença há 10 anos. Eu tratava um cão doméstico por semana. Hoje, esses números aumentaram para 5 ou 6 por semana. Muitos casos não são registrados porque são assintomáticos”, prosseguiu o médico veterinário. De acordo com ele, onde há um cão contaminado, provavelmente há uma criança de 4 a 11 anos também contaminada pela leishmaniose visceral.
    Sacrifício de animais
    Renan Nascimento Morais condenou uma prática que, segundo ele, ainda ocorre no Maranhão, que é o sacrifício dos animais com calazar. “Isso é um absurdo. Nas maiores cidades do Brasil, há um controle por meio de uma substância que é eficaz e deixa o animal assintomático. Na parte final, a população sempre perde”, comentou o veterinário. O presidente da Anclivepa pontuou que há uma ligação entre a doença e o aumento da pobreza, uma vez que não existe uma política social que atue nesse controle.
    “Aqui em São Luís, crianças de 4 a 5 anos, e até de 11 anos, estão dando entrada em hospitais com sintomas da doença. O que ocorre é que as pessoas se instalam nos bolsões de miséria, onde não há água potável e existe muito esgoto aberto. Sem uma política de saúde pública séria, o calazar ganha terreno e se prolifera com facilidade nesses ambientes sem estrutura”, declarou Renan Nascimento.
    Ele mencionou que toda ilha está afetada pela doença, mas há maior incidência nos bairros Ilhinha, Jaracati e Maracanã, onde muitas crianças brincam com cães contaminados pela LV nas ruas. “E ocorre, também, nos demais municípios da região metropolitana, ou seja, Raposa, Ribamar e Paço do Lumiar”, completou o veterinário.
    Poluição dos rios
    Para o médico veterinário, a poluição dos rios e córregos colabora bastante para a disseminação do calazar nos bairros.
    “Isso desequilibra o ecossistema. Tem que catalogar e sinalizar onde estão os efeitos. Onde há animais contaminados, dá para saber onde há esgoto aberto. Estão poluindo muito os córregos, jogando dejetos, e isso vai às praias, que ficam contaminadas”, expressou Renan.
    Médicos veterinários nas UPAs
    Para Renan Nascimento, é preciso que o Estado coloque médicos veterinários para tratar a doença, no lugar de outras especialidades da Medicina.
    “Muita gente com suspeita de ter contraído o calazar vem de Caxias, Timon e Codó. As crianças vêm e são tratadas aqui. Mas o certo é abrir as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) para os veterinários, para que trabalhem em cima do controle ambiental. Tem muito diagnóstico que é compreendido somente por veterinário. Quem entende de zoonoses é veterinário”, indicou.
    Nota da Prefeitura de São Luís
    A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou, em nota, que, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), promove testes rápidos e contra provas nos animais em relação ao calazar. A Semus comunica ainda que a Superintendência de Vigilância Epidemiológica atua no controle vetorial do calazar, monitorando unidades de saúde e possíveis casos. A secretaria ressalta que também investe em ações de conscientização nos bairros, para alertar a população quanto aos riscos da doença.
    Nota da SES
    A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que foram registrados 210 casos da doença este ano e ressaltou que as ações de combate direto à leishmaniose são de responsabilidade da gestão de cada município maranhense.
    Como parte das ações de responsabilidade do Estado, a SES executa atividades permanentes de capacitação para médicos, enfermeiros e demais profissionais para o diagnóstico clínico e tratamento da doença, capacitação e descentralização para testes rápidos humano e canino, descentralização de medicamentos, investigação de óbitos e aquisição/distribuição de equipamentos de borrifação para o controle vetorial.
    A Secretaria destacou, ainda, que a leishmaniose é uma doença cíclica, com períodos de aumento de casos. O transmissor vetorial da doença encontra no Maranhão fatores climáticos e ambientais para o seu desenvolvimento.

    Saúde confirma casos de sarampo no MA e mais 6 Estados

    O Ministério da Saúde divulgou, em seu último boletim, que o Maranhão e mais seis Estados tiveram casos confirmados de sarampo: Pernambuco, Goiás,Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe e Piauí.
    O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado trouxe a atualização mais recente da disseminação do sarampo no país, tomando o período de 19 de maio a 19 de agosto, mas não incluiu o DF. Foram confirmados 1.680 casos. Mais 7.487 estão em investigação e 1 mil foram descartados após análise.
    Além das oito unidades da Federação, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e São Paulo tiveram casos confirmados na edição anterior do boletim, com dados até o dia 12 de agosto. O surto é fortemente concentrado em no estado de São Paulo, responsáveis por 1.662 casos, 98,9% do total, com ocorrências em 74 municípios.
    Depois de São Paulo vêm Rio de Janeiro (6 casos), Pernambuco (4) e o Distrito Federal (3). Os demais estados possuíam, até ontem, apenas um episódio confirmado cada um. São Paulo é o principal foco, com cadeias de transmissão a partir dos 74 municípios onde há informação de circulação do vírus.
    Você pode ver quais as cidades onde foram confirmados focos de sarampo.

    DF

    Ontem, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal anunciou a confirmação de três pessoas com a doença. Segundo o órgão, nenhum deles foi “autóctone” (contraído na própria cidade), ou teve circulação na capital. O contágio ocorreu em razão de contato com pessoas infectadas de São Paulo, seja por uma viagem de um morador do DF ao estado de SP, seja pela transmissão por um paulista que visitou Brasília.

    A Secretaria de Saúde informou que adotou medidas de contenção da circulação do vírus, como a aplicação de vacina para 1,6 mil pessoas. Além disso, estão sendo desenvolvidas ações de comunicação no aeroporto e foi implantado um posto de imunização no local para os trabalhadores que lidam com viajantes.

    Vacinação de crianças

    Ontem (20), o Ministério da Saúde recomendou que crianças entre seis meses e 1 anosejam vacinadas, com uma imunização denominada “dose zero”. A iniciativa visa diminuir a incidência nesta faixa. Este tem sido o grupo etário com maior presença proporcional de casos, com 38,3 em cada 100 mil habitantes, contra uma média geral de 4,10 em cada 100 mil habitantes.

    Cajari: Saúde em estado de abandono, retrato da atual gestão municipal

    Após a publicação de uma matéria no blog, onde mostrava o abandono do poder público moradores de Cajari enviaram fotos a redação onde mostra o verdadeiro descaso com a saúde pública municipal.

    Leia também: Enquanto a prefeita vive no luxo, população sofre em Cajari

    As imagens são de uma unidade de saúde do Povoado  Enseada Grande I no interior do município, um posto de saúde abandonado, totalmente insalubre, sem medicamentos.
    Segundo relato de moradores o caso já vem acontecendo a algum tempo, pessoas da comunidade estão sem atendimento medico, sem a saúde básica, segundo eles no posto de saúde não ha nem mesmo medicamento para dores de cabeça.

     

    Morre paciente que aguardava ser transferida de hospital após ter tido AVC em São Luís

    Morreu no início da tarde deste sábado (10) a dona de casa Waldenice Oliveira Ferreira, de 45 anos, que estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Araçagy e aguardava ser transferida para um hospital em São Luís após ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. A informação foi confirmada pela família.
    A dona de casa estava internada na ala vermelha da UPA e estava entubada. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) havia pedido a transferência dela em até 48 horas, para um hospital onde ela pudesse realizar uma cirurgia. A Defensoria Pública do Maranhão também havia feito o pedido, mas nada havia sido feito.
    A Secretaria de Estado da Saúde (SES) havia informado que aguardava a disponibilidade de leito em unidades do município de São Luís ou da rede estadual de saúde para cumprir a determinação judicial e fazer a transferência.
    Waldenice Oliveira sentiu há sete dias uma forte dor no pescoço e procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais, em São Luís e foi diagnosticada com torcicolo e enxaqueca. Após ter sido medicada, ela voltou para casa mas a dor continuou.
    Na última terça-feira (6), Waldenice se sentiu mal e foi internada na UPA do Aragaçy. No local, a equipe médica diagnosticou que ela tinha tido um AVC hemorrágico. Os médicos recomendaram que ela fosse transferida para um hospital com uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para realizar uma cirurgia e retirar o coágulo que se formou no cérebro dela.

    O velório de Waldenice está marcado para este domingo (11) a partir das 8h. O enterro está previsto para acontecer no fim da tarde de domingo.

    Insegurança alimentar ainda é uma realidade no Maranhão

    Dados da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, revelam que no Maranhão índices de insegurança alimentar chegam a afetar pouco mais de 60% da população. Há dois anos, o estado concentrava o menor percentual de rendimento domiciliar abaixo da linha da pobreza. No Brasil, a pesquisa também revela que, entre os anos de 2016 e 2017, a pobreza da população passou de 25,7% para 26,5%. Enquanto os extremamente pobres, que vivem com menos de R$140,00, aumentaram de 6,6%, em 2016, para 7,4%, em 2017.
    Os números não são novidade para quem atua na defesa dos direitos das crianças, ajuda a dar respostas às necessidades e contribui para o desenvolvimento delas.
    “A Unicef trabalha com informações e com dados que já são do conhecimento da gestão das políticas públicas, dos pesquisadores e dos especialistas. Principalmente no Maranhão, a gente sabe que os desafios são grandes, e é por essa razão que nós trabalhamos no Maranhão com políticas públicas, parceiros, governos municipais e estadual, com especialistas, para enfrentar o problema da pobreza multidimensional – dentro do qual se insere o tema do acesso a condições nutricionais e de alimentação adequadas”, explica Ofélia Silva, coordenadora do escritório do Unicef no Maranhão.
    De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), seis em cada dez crianças no Brasil vivem na pobreza. São crianças e adolescentes até 17 anos que são monetariamente pobres ou estão privados de um ou mais direitos, como educação, informação, água, saneamento, moradia e proteção contra o trabalho infantil. No Maranhão, saneamento básico e água atingem 75% de crianças e adolescentes.
    Para a Unicef, parcerias firmadas entre a gestão pública estadual e a organização internacional são consideradas importantes para reduzir esses índices como o balanço dos resultados do selo Unicef. Atualmente 180 municípios maranhenses receberam a certificação.

    Prevenção contra as hepatites virais acontece até dia 31

    Diversas ações de prevenção, conscientização e vacinação contra as hepatites virais, desenvolvidas pela Campanha Julho Amarelo, acontecerão na capital até o dia 31 de julho. As iniciativas vão beneficiar a população, em especial, aquela chamada de prioritária, com aplicação de testes rápidos, roda de diálogo sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e hepatites virais (IST/AIDS), distribuição de preservativos, gel lubrificante e imunização.
    No domingo (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, equipes farão a abordagem durante a Feirinha São Luís, na Praça Benedito Leite. De acordo com a chefe do Departamento de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão, o objetivo é unir forças em prol da democratização da informação. “Toda a programação será realizada com a Secretaria de Saúde de São Luís, por meio da Coordenação Municipal IST/AIDS/HIV. Nossa participação reforça o compromisso de parceria entre Estado e Município”, diz.
    As ações serão iniciadas nesta terça-feira (23), das 14h às 17h, com os socioeducandos do Centro Socioeducativo de Internação do São Cristóvão, unidade da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) em São Luís, com a oferta de teste rápido, roda de diálogo sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e hepatites virais (IST/AIDS) e imunização com foco na Hepatite B, realizado pelos agentes do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Anil.
    Na quarta-feira (24), das 8h às 12h, será a vez dos socioeducandos do Centro Socioeducativo de Internação do Vinhais, com apoio do CTA do Lira. Na quinta (25), as ações acontecem no Centro Socioeducativo Florescer do Anil, unidade de atendimento para sexo feminino, também com assistência do CTA do Anil.
    As ações de apoio continuam na sexta-feira (26), com trabalhadores e profissionais da Vigilância em Saúde de São Luís, da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), das 8h às 12h. A assistência será realizada pelos agentes do CTA do Anil e Lira.
    No domingo (28), o Departamento de Atenção às IST/AIDS e Hepatites Virais da SES estará fazendo panfletagem na Feirinha de São Luís, das 8h às 12h, com apoio de profissionais do Centro de Saúde de Fátima (SAE) do Bairro de Fátima. Na ocasião o material educativo trará informações a respeito do que é a doença, como ela pode ser contraída e as formas de tratamento.
    Na segunda-feira (29), idosos do Centro de Atenção Integral ao Idoso (Caisi), localizado no bairro do Filipinho, poderão contar com roda de conversa sobre Hepatites Virais e momento de imunização. A ação acontecerá das 8h às 12h e das 14h às 17h. A semana de assistência em saúde se encerra com diálogo sobre a doença e distribuição de preservativos e gel lubrificante aos servidores da agência do Banco da Amazônia, no Centro.

    Composto de planta da Mata Atlântica combate leishmaniose e Chagas

    Composto derivado de planta originária da Mata Atlântica, a Nectranda leucantha, conhecida como canela-seca ou canela-branca, combate parasitas que transmitem a leishmaniose visceral e a doença de Chagas. Estudo do Instituto Adolfo Lutz, Universidade Federal do ABC e Universidade de Oxford, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pode resultar em novos medicamentos para o tratamento de pacientes.
    Os pesquisadores dessas instituições têm se dedicado à identificação de substâncias com origem na biodiversidade da Mata Atlântica que possam resultar em novos tratamentos para as chamadas doenças negligenciadas, aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas que afetam principalmente populações mais pobres. Além da leishmaniose e Chagas, outros exemplos desse tipo de doença são dengue, malária e doença do sono.
    “As doenças negligenciadas afetam vários países especialmente nas zonas tropicais, afetando muitas pessoas carentes. As drogas ou fármacos disponíveis para o tratamento são escassos e trazem muitos efeitos colaterais, de modo que muitos usuários desses fármacos preferem interromper o tratamento antes da cura definitiva. Por isso, a seleção de novos compostos é crucial”, disse o pesquisador João Henrique Ghilardi Lago, da Universidade Federal do ABC (UFABC).
    Responsável pelo isolamento e determinação estrutural dos compostos da canela-seca, Ghilardi destacou que há diversas substâncias na natureza que podem servir como protótipos para o desenvolvimento de novos medicamentos.
    Os compostos retirados da canela-seca foram muito potentes contra a Leishmania infantum – agente causador da leishmaniose visceral – e o Trypanosoma cruzi – causador da doença de Chagas –, de acordo com os pesquisadores, levando inclusive à morte dos parasitas.
    “O próximo passo do nosso trabalho consiste na realização de ensaios in vivo, ou seja, no animal acometido pela doença para confirmação da atividade já observada nos nossos estudos. O importante, nesse caso, é que a substância que testamos apresenta baixa toxicidade, ou seja, é seletiva atuando no parasita”, explicou o pesquisador.
    Ghilardi ressalta que o composto é acessível, o que é uma vantagem quando se trata do desenvolvimento de um remédio. “A preparação dessa substância ativa [que combate os parasitas] é simples e utiliza matérias-primas baratas e facilmente disponíveis. Esse ponto é muito importante quando se busca medicamentos para tratamento de doenças negligenciadas, eles precisam ser eficientes e baratos”, disse.
    Participaram da pesquisa também André Gustavo Tempone Cardoso, do Instituto Adolfo Lutz, responsável pelos ensaios de atividade antiparasitária da substância, e Edward Anderson, da Universidade de Oxford da Inglaterra, responsável pelo planejamento e síntese dos protótipos ativos baseados nos produtos de origem natural.
  • Anne Boutique

  • Policiais do 27º BPM prende estuprador em Rosário

    Policiais do 27º BPM prende estuprador em Rosário

    Um homem identificado como Walison Rodrigues dos Santos de 28 anos foi preso no início da noite desta segunda-feira (12), pela prática de estupro de vulnerável na cidade de Rosário, no Bairro Lagoa Azul, a vítima tem 17 anos, ela estava voltando da escola em uma bicicleta, quando foi surpreendida pelo indivíduo.A prisão aconteceu após policiais de serviço atenderem um chamado da central, de que ele teria cometido o crime de estupro, no endereço informado, a equipe de serviço foi até o local.

    Posted by Blog do Suerle Mourao on Monday, August 12, 2019
  • 3D INFORMÁTICA

  • A arte da nossa cidade Rosário

  • Assinar blog por e-mail

    Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

    Junte-se a 552 outros assinantes

  • error: Conteúdo Protegido